Retratando…

Primeiro retrato escolhido.

Paulo Marçal, primeira foto, escolha do fotógrafo

Fiz recentemente um retrato do Paulo, simplesmente isso, um retrato. Mas, o que é exatamente um retrato? As respostas são tantas que fica difícil escolher somente uma definição.
Particularmente gosto de pensar que nesse retrato do Paulo, busquei mais um interpretação intimista dele. Tentei dar ênfase a sua singularidade, a sua maneira introspectiva, um contraponto ao seu modo constante de ser sempre brincalhão e sorridente. Evitei o olhar, permitindo assim que o observador sinta-se mais à vontade para analisar e interpretar o retratado.
Esse retrato é uma evocação de sua pessoa, de seu pensamento distante, não precisa ter semelhança física, mas mostrar como eu o vejo interiormente. É a representação individual do ser humano.

Gosto de retratar, gosto mais de retratar do que de outros tipos de fotografia. Acredito que no retrato existe uma cumplicidade entre o fotógrafo e o retratado, uma colaboração criativa.  Um retrato não é uma obra individual, do fotógrafo ou do retratado, precisa haver uma sintonia.

Essa foi a primeira fotografia da sessão fotográfica, esta foto para mim já era o suficiente, achei que já tinha captado o que me propunha, uma foto pensativa. Mas seguimos com a sessão, afinal parar na primeira foto é acabar com o divertimento de fotografar.

A segunda foto escolhida já mostra o Paulo que todos conhecem, sorridente, tranquilo, bonachão… Uma foto que todos reconhecem como sendo “O Paulo”.

Já a terceira foto, foi aquela “colaboração criativa” entre fotógrafo e retratado, mostrando um pouco mais sobre a “persona”, o cara legal que também mostra seus gostos, hobbies, preferências…

Segunda foto, uma visão em consenso entre a imagem que o retratado quer passar e a interpretação do fotógrafo.

 

Terceira foto.

Terceira foto, a colaboração criativa entre fotógrafo e retratado.

Mais algumas fotos desta sessão no flickr.com

 

 

12/03/2018 – Acontecendo